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ARTE NA ILHA: A RESISTÊNCIA DE MULHERES ARTESÃS DE MOSQUEIRO-PA

Renato Vieira de Souza

Resumo

A Ilha de Mosqueiro em Belém, no estado do Pará, apresenta marcos importantes no espectro da cultura paraense por se tratar de reduto turístico muito frequentado nas férias e feriados. Entretanto, a produção artística nativa e as lutas pela continuidade de suas experiências são, ainda, invisíveis devido a processos de genocídio da cultura ancestral. Entender o artesanato local, enquanto símbolo de resistência de mulheres e sua luta por espaço social, constitui objetivo principal deste artigo. Consideramos a concepção de resistência por meio da arte do etnógrafo etíope Assefera Dibaba (2015) e a narração de experiências como um dos meios mais importantes na entrevista de História Oral, onde são coletados os dados de campo, conforme compreende Verena Alberti (2005). Para isso, conhecemos mulheres nativas que expressam a cultura da ilha intensamente como Leila do Socorro Araújo Cunha e Lianete Socorro do Rosário Carvalho, conhecida como “Lia”. Descendente de negros e indígenas nativos, os depoimentos de Lia são ferramentas que permitem discutir categorias como artesanato e arte, bem como aspectos da produção artística marcada pela herança ancestral.

Palavras-chave: Artesanato; resistência; arte; Ilha de Mosqueiro.

ART ON THE ISLAND: THE RESISTANCE OF FEMALE ARTISANS FROM MOSQUEIRO-PA

Abstract

Mosqueiro Island in Belém, in the state of Pará (Brazil), presents important landmarks in the spectrum of Pará culture, as it is a tourist stronghold that is very popular during vacations and holidays. However, native artistic production and the struggles for the continuity of their experiences are still invisible due to processes of genocide of ancestral culture. Understanding local crafts as a symbol of women's resistance and their struggle for social space is the main objective of this article. We consider the conception of resistance through the art as the Ethiopian ethnographer Assefera Dibaba (2015) states, as well as the narration of lived experiences as one of the most significant means within Oral History interviews, where field data are collected, as understood by Verena Alberti (2005). In this context, we engaged with native women who embody and express the island’s culture with intensity, such as Leila do Socorro Araújo Cunha and Lianete Socorro do Rosário Carvalho, known as “Lia.” A descendant of both African and Indigenous peoples, Lia’s testimonies serve as valuable instruments for discussing categories such as handicraft and art, as well as aspects of artistic production shaped by ancestral heritage. 

Keywords: Crafts; resistance; art; Mosqueiro Island.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/arteriais.v11i21.18505

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