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“Arte Rupestre Urbana”: marcas artísticas na cidade de Belém, PA

Eloise Borges Castro, Marcela Nogueira de Andrade

Resumo

A arte rupestre amazônica vem sendo apropriada, ressignificada e socializada em diversos contextos contemporâneos. Em geral associada a paredões e lajedos rochosos de sítios arqueológicos, hoje se manifesta em espaços urbanos, oficinas, museus, moda e artesanato. Esta pesquisa busca identificar e analisar expressões da chamada “arte rupestre urbana”, como na oficina “Arqueologia Experimental: fazendo pigmentos”, realizada na Universidade Federal do Pará (UFPA), e na exposição do Museu Histórias da Amazônia (MUHAMA). No campo da moda paraense, destacam-se as criações artísticas de Graça Arruda (Madame Floresta) e de Isabela Sales. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica sobre arte rupestre e manifestações urbanas; pesquisa de campo na UFPA e no MUHAMA para identificar, fotografar e analisar essas expressões, reconhecendo os sítios arqueológicos aos quais se referem; e pesquisa online para localizar marcas de moda inspiradas na arte rupestre. Concluímos que essas iniciativas demonstram como a arte rupestre extrapola os sítios arqueológicos, transformando-se em recurso de identidade, inovação e economia criativa. Essa circulação amplia o diálogo entre passado e presente, fortalece os vínculos entre sociedade e patrimônio e permite novas leituras e usos culturais. Assim, a arte rupestre ganha novos sentidos e visibilidade no cenário urbano e artístico contemporâneo.

 Palavras-Chave: Arte Rupestre. Manifestações Urbanas. Arte Rupestre Urbana. Patrimônio arqueológico.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/papersnaea.v1i1.20296

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