Narrativas do fim: literatura brasileira contemporânea e a cosmovisão indígena
Resumo
É cada vez mais evidente a profusão de narrativas que possuem caráter distintamente apocalíptico na contemporaneidade. Conceitos como “Antropoceno” e “Capitaloceno”, denominam uma nova era geológica, marcada pelas evidências de mutação climática nos diversos estratos da terra causada pela ação humana. No entanto, fica cada vez mais evidente que a epistemologia cientificista ocidental se encontra em um beco sem saída, de mãos atadas diante da ameaça do fim. É o que aponta a obra de Joca Reiners Terron, A morte e o meteoro, 2019, e também as obras de Ailton Krenak, Ideias para adiar o fim do mundo, 2019, e O amanhã não está à venda, 2020. Estas obras apresentam uma perspectiva ontológica diversa daquela apontada pela epistemologia ocidental, contrapondo o pessimismo científico à outra ontocosmologia com mundos de referências distintos.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21362












