A voz da onça: retomando a narrativa nacional (e latino-americana)
Resumo
O Som do Rugido da Onça (2021), da premiada escritora Micheliny Verunschk, traz, através de sua ficção, uma nova versão de um relato histórico - a expedição de Spix e Martius ao Brasil -, partindo da cosmovisão indígena para mostrar a perspectiva de (Uaara-)Iñe-e, a menina-onça que atravessa tempo e espaço atrás de justiça. No presente trabalho, busca-se realizar uma leitura crítica da obra, tomando como base a perspectiva do real maravilhoso de Carpentier. Após a realização de revisão bibliográfica e análise qualitativa, destacam-se alguns dos artifícios literários usados pela autora a fim de "recuperar a voz nacional" em sua narrativa, citando entre eles a valorização da língua e costumes que constituem a realidade de povos originários, assim como a priorização de moldes literários nacionais/latino-americanos. Por fim, conclui-se ressaltando a contribuição da escrita de Verunschk no cultivo de práticas literárias nacionais baseadas em uma perspectiva decolonial
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21319












