CONSOLIDAÇÃO, DIVERSIDADE E COMPROMISSO NA ETHNOSCIENTIA
Resumo
Encerramos o ano de 2025 celebrando mais um ciclo de contribuições significativas à Revista Ethnoscientia, marcado pela diversidade temática, metodológica e geográfica que caracteriza a Etnobiologia e a Etnoecologia contemporâneas. Ao longo deste ano, publicamos artigos que dialogam com diferentes saberes, territórios e comunidades, reafirmando o compromisso da revista com a pluralidade de perspectivas e com o fortalecimento das pesquisas que articulam ciência acadêmica e conhecimentos tradicionais.
Os trabalhos publicados em 2025 contemplaram realidades que se estendem do Sul ao Norte do Brasil, dialogando com comunidades e ecossistemas diversos, e também ultrapassaram fronteiras nacionais, com contribuições oriundas de países africanos e latino-americanos, como Nigéria, Colômbia e Argentina. Entre os temas abordados, destacamos a predominância de estudos sobre plantas medicinais (cerca de 30% dos artigos publicados neste ano) evidenciando a centralidade desse campo nas pesquisas etnobiológicas contemporâneas. A edição também reuniu importantes contribuições em etnoconservação, com análises sobre saberes locais voltados à proteção da fauna e flora e o diálogo entre conhecimento local e gestão ambiental. Além disso, a diversidade temática incluiu discussões de cunho político e socioambiental, como o racismo climático, a cadeia produtiva de uma espécie-chave do Nordeste brasileiro, as mudanças sobre a percepção do uso da água em um parque nacional e os atuais desafios da educação como elemento transformador no reconhecimento identitário e na trajetória de quilombolas até a universidade. A diversidade também se refletiu na variedade de formatos publicados em 2025, como artigos de pesquisa, artigos de revisão, relatos de experiência e comunicações breves, fortalecendo a Ethnoscientia como espaço aberto a múltiplas formas de produzir e compartilhar conhecimento.
Em 2025 também fomos mencionadas em eventos científicos como uma revista alinhada a princípios decoloniais, reconhecimento que reforça nosso compromisso com a valorização de saberes historicamente marginalizados. Reafirmamos igualmente nossa política de amplo acesso, ao não cobrarmos taxas de submissão ou publicação, mantendo-nos na contramão da lógica mercantilista que, cada vez mais, atravessa a produção científica e restringe a circulação do conhecimento.
O ano foi marcado ainda pela reformulação estética da capa da revista e das postagens nas redes sociais, usando cores e elementos que dialogam diretamente com nossa logomarca e com os temas dos artigos. Também intensificamos nossa presença nas redes, fundamental para a divulgação dos artigos publicados, aumentando sua visibilidade, circulação e potencial de impacto acadêmico e social.
A r-existência da Ethnoscientia é resultado do trabalho coletivo de autores e autoras, pareceristas, equipe editorial e leitores e leitoras que acreditam na importância de um periódico comprometido com a diversidade de saberes e com o diálogo intercultural. Cada submissão, cada parecer e cada leitura contribuem para consolidar a revista como espaço de referência na área.
Para 2026, seguimos abertos a propostas de dossiês temáticos que ampliem ainda mais o debate no campo da Etnobiologia e da Etnoecologia. Já contamos com a realização do dossiê do XV Congresso Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia, que ocorrerá em novembro. Também será um ano em que celebraremos os 10 anos da revista, um importante marco na história do periódico. Convidamos a comunidade científica a continuar submetendo seus trabalhos e construindo conosco os próximos capítulos da Ethnoscientia.
Palavras-chave
etnobiologia; editorial;
Texto completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/ethnoscientia.v10i2.20247
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