O corpo fechado no Norte de Minas Gerais: narrativas de invulnerabilidade à morte
Resumo
Este artigo estuda a crença no corpo fechado no Norte de Minas Gerais, uma prática popular em que certas pessoas seriam protegidas por forças espirituais contra armas, facas e outros ataques físicos. Analisam-se histórias de indivíduos vistos como invulneráveis, como Antônio Dó, o Padre da Bala de Ouro, Laurêncio Canaveira e o Coronel Horácio de Matos. A pesquisa, baseada em livros, estudos e relatos sobre o tema, mostra como essa ideia fazia parte da cultura local e ajudava a reforçar a autoridade e o medo em disputas de poder. A proteção espiritual era considerada forte, mas podia ser desfeita por rituais específicos. Essas histórias aparecem tanto na tradição oral quanto na literatura, sendo um exemplo disso Sagarana, de Guimarães Rosa. O estudo mostra que o corpo fechado ia além da crença na invulnerabilidade física, influenciando a organização social e a forma como certas pessoas eram vistas na região.
Palavras-chave: Corpo fechado; Imaginário sertanejo; Narrativas populares.Texto completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.1852/c4c.v9i2.19998
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