Autenticar-se diante dos mortos: Corpo, verdade e subjetividade entre os Canela
Resumo
Este artigo propõe uma reflexão teórico-etnográfica sobre os modos de constituição da subjetividade entre os Ramkokamekrá-Canela, povo Timbira do Maranhão, a partir do conceito de autenticação do corpo. A pesquisa baseia-se na análise interpretativa de etnografias publicadas - especialmente as de Rose-France Panet (2010) e Ana Caroline Amorim (2008), em diálogo com William e Jean Crocker (1994) - buscando compreender como as práticas de resguardo, os rituais de iniciação e a relação com os mekarõ (espíritos dos mortos) configuram um regime de verdade corporal. Argumenta-se que, entre os Canela, o corpo não é apenas formado, mas continuamente verificado e reconhecido como verdadeiro por meio de técnicas éticas e cosmológicas que articulam disciplina, contenção e risco. A análise propõe a noção de autenticação do corpo como contribuição conceitual à antropologia da corporalidade indígena, permitindo pensar o corpo como superfície de verificação ontológica e ética no interior de uma arte da existência.
Palavras-chave: Corpo. Subjetividade. Resguardo. Ritual. Cosmologia.Texto completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.1852/c4c.v9i2.19991
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