Corpo-território e corpoema em Eliane Potiguara e Graça Graúna
Resumo
Este estudo centra-se na ideia de corpo-território, construída a partir da personagem Cunhataí, na obra Metade cara, metade máscara (2004), de Eliane Potiguara, do povo Potyguara; e no conceito de corpoema, proposto por Graça Graúna, também Potyguara, em Canto Mestizo (1999). Assim, ao discutir as representações do corpo-território e do corpoema, este estudo compreende que, além de Cunhataí manifestar-se como expressão coletiva das mulheres originárias, a personagem também integra a experiência de outros seres não humanos, também violentados pela modernidade. Outrossim, a partir da categoria de corpoema – presente também, ainda que não nomeada dessa forma, em Eliane Potiguara –, é possível refletir sobre como a própria literatura originária, na disputa territorial discursiva no campo literário, é parte do corpo-território indígena.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21363












