Brandão de Amorim e Raul Bopp: tradições da serpente em mitologias amazônicas do Alto Rio Negro em Cobra Norato
Resumo
O mito da Cobra Grande está presente nas cosmologias de povos da região amazônica do Alto Rio Negro, construindo um ciclo que permeia o imaginário amazônico. Alimentado pelos “causos” ouvidos durante sua estadia no Pará, Raul Bopp adapta histórias da serpente em seu poema Cobra Norato (1931), transformando o mito em poesia e incorporando às cosmologias amazônicas as tendências do modernismo de 1922. Além dos relatos orais, Bopp também se nutriu das Lendas em nheengatu e em português (1928), de Antonio Brandão de Amorim, pesquisador e folclorista amazonense, cuja obra deixou fortes impressões no autor de Cobra Norato. Seguindo esse caminho, este trabalho busca abordar as representações da serpente nos mitos da região do Alto Rio Negro e na coletânea de Amorim, para verificar como Bopp transpôs elementos desses mitos para sua poesia de forma transgressora, adaptando a figura mitológica à jornada de seu herói.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21344












