MOARA – Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras ISSN: 0104-0944

O rio personagem em O que falam as águas? (2022), de Ezequiel Vitor Tuxá

Joel Vieira da Silva Filho

Resumo

O presente texto tem o objetivo de apresentar o rio como personagem no romance O que falam as águas? (2022) do escritor indígena Ezequiel Vitor Tuxá. Para tanto, observei como o autor investe na escrita romanesca para apresentar as memórias do seu povo e como o rio é entendido como um sujeito de direito e como um ancestral que fala. Na construção do romance, entendo o rio que fala como um sujeito ativo, encantado, não como repertório metafórico, uma vez que a escrita indígena, mesmo que ficcional, desvia da cosmovisão branco-europeia. Assim, caminhando com o que aponta Krenak (2022) em Futuro Ancestral “vamos escutar a voz dos rios, pois eles falam”, compreendo que ouvir o rio é uma forma de se conectar com a ancestralidade. Para contribuir no desenvolvimento das ideias, as discussões Ailton Krenak (2022), Daniel Munduruku (2017), Gagnebin (2009) entre outros/as, serão acionadas


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21329