Memória, ativismo e resistência: os poemas de protesto nas obras de Márcia Wayna Kambeba-Omágua
Resumo
O presente trabalho foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil. Processo no2024/05792-7. A literatura indígena contemporânea tem se consolidado enquanto um movimento estético-literário em que escritores indígenas têm explorado memória e ancestralidade na composição de novos imaginários sobre os modos de ser e se fazer originários. Obras como O Lugar do Saber Ancestral e Saberes da Floresta de Márcia Wayna Kambeba exemplificam essa proposta literária ao enfatizar a conexão entre memória, território e resistência indígena. Ao tensionar as hierarquias e estruturas de poder, os poemas denunciam as violências sofridas desde o período colonial, ao mesmo tempo em que valorizam e fortalecem a causa indígena no país. As constantes menções aos corpos, territórios e a ancestralidade indígenas imprimem sobre o campo da literatura, assinaturas e formas de territorializações que são próprias dos povos originários, recriando e atualizando, assim, práticas
de resistência e pertencimento.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21322












