A jurema como mote modernista no Nordeste: o caso do poema “Catimbó”, de Ascenso Ferreira
Resumo
Este artigo estuda como a jurema (Mimosa hostilis), planta nativa do agreste e sertão nordestino, surge no contexto da medicina indígena e como substância psicoativa tradicionalmente preparada pelos povos do Catimbó dessa região. Entre os mais distintos ritos e feituras que celebram a jurema, o(a) Mestre Catimbozeiro(a) vai além da transcendental experiência mística/alucinógena, inserindo a oralidade dos saberes tradicionais. Tal e qual o Mestre, o eu-lírico do pernambucano Ascenso Ferreira sofre o processo “encantatório” no poema “Catimbó”, publicado em obra homônima, de 1927. Poeta e catimbozeiro vivenciam o mesmo estado etéreo, manifestando as crenças de um Brasil indígena retratado no primeiro poema modernista do Nordeste.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i72.21318












