Memória, sexualidade e feminismo em Maria de todos os rios, de Benedicto Monteiro
Resumo
Este artigo versa sobre memória, sexualidade e feminismo em Maria de todos os rios (1995), de Benedicto Monteiro. A narrativa é pensada como espaço de resistência e ressignificação da memória feminina, ao confrontar as estruturas patriarcais e os estereótipos, especificamente, designados às mulheres. A obra aborda, de forma crítica e sensível, as memórias da protagonista Maria, que opta pela liberdade frente às imposições sociais no contexto amazônico dos anos de 1970 e 1980, evidenciando lutas e resistências nos mais diversos lugares do estado do Pará até chegar ao Rio de Janeiro. O romance promove uma reflexão sobre questões de gênero, por meio dos relatos que contemplam as camadas socialmente marginalizadas e a descoberta da sexualidade, a realização pessoal e a rejeição ao amor convencional, em prol da liberdade. A Crítica Feminista, a História da Mulher e as reflexões sobre a Memória subsidiam essa discussão: Tiburi (2001); Saffioti (2015); Federici (2019); hooks (2021); Perrot (1998, 2005); Bosi (1994).
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i69.20293












