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ETNOBOTÂNICA DE PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS POR PESSOAS IDOSAS ATENDIDAS EM CENTROS DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) DE ITUIUTABA, MG

Eduarda Aparecida Neves de Medeiros Lima, Flávia Borges Alves, Luciana Karen Calábria, Juliana Aparecida Povh

Resumo

A etnobotânica é uma área que se dedica ao estudo dos conhecimentos e práticas das pessoas em relação às plantas, tendo suas raízes nas interações entre os povos antigos e a vegetação. O presente estudo aborda o uso de plantas medicinais por pessoas idosas atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social de Ituiutaba, Minas Gerais, com o objetivo de identificar as espécies mais utilizadas, suas finalidades terapêuticas e a relação entre o conhecimento tradicional e as evidências científicas, promovendo a valorização cultural e o uso seguro dessas plantas. A pesquisa contou com 99 participantes, dos quais 84,9% relataram utilizar plantas medicinais, sendo a maioria mulheres (87%) com idades entre 60 e 69 anos. As principais condições de saúde relatadas foram hipertensão arterial (61%), ansiedade (40%) e artrose/artrite (28%). Foram identificadas 54 espécies distribuídas em 32 famílias botânicas, destacando-se as famílias Asteraceae e Lamiaceae. A maioria das plantas era cultivada em quintais ou obtida de vizinhos e mercados locais, sendo o chá a principal forma de preparo (50,5%), seguido por sucos e garrafadas. As categorias terapêuticas mais citadas incluíram doenças do sistema respiratório (56,5%), digestório (39,3%) e transtornos mentais (16,1%), sendo a erva-cidreira (Cymbopogon citratus) a planta mais mencionada devido às suas propriedades calmantes. O presente estudo também revelou discrepâncias entre o saber popular e o científico, como o uso inadequado da babosa (Aloe vera) por via oral, que pode causar efeitos adversos. Além disso, ações educativas foram realizadas para orientar o uso correto das plantas medicinais, abordando dosagens, contraindicações e formas seguras de preparo. Os resultados destacam a importância das plantas medicinais no cuidado à saúde da população idosa, mas alertam para os riscos do uso indevido, reforçando a necessidade de integrar o conhecimento científico ao tradicional. A pesquisa contribui para a valorização da cultura local e oferece subsídios para políticas públicas que incentivem o uso sustentável e seguro das plantas medicinais.


Palavras-chave

Fitoterapia; População Idosa; Lamiaceae; Asteraceae.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/ethnoscientia.v10i2.19769

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