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O lugar dos vivos e dos mortos: etnografia da memória e do afeto no Cemitério do Gavião, em São Luís do Maranhão

Felipe Magno Silva Pires

Resumo

O artigo busca evidenciar as relações entre os vivos e os mortos no Cemitério do Gavião, em São Luís do Maranhão, por meio das memórias de um grupo de sete amigos homens que cresceu na década de 1990, com ênfase na antropologia das emoções de David Le Breton e Mauro Koury. A pesquisa é de cunho antropológico, sob a perspectiva interpretativa de Clifford Geertz. O Cemitério do Gavião era um espaço onde os jovens dos bairros próximos se reuniam para empinar pipas, brincar de pique-esconde e tomar banho no tanque de água para uso dos coveiros, mas sem esquecer de pedir licença aos mortos e evitar os túmulos cujos donos não lidavam bem com a presença dos vivos. Os resultados dão conta de que o Cemitério do Gavião permanece na memória de sete adultos como lugar de afetos tecidos ao longo da infância, cujos mortos são partes dessa teia de relações.

Palavras-chave: Cemitério do Gavião; Antropologia das emoções; Memória; Relações entre os vivos e os mortos.


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DOI: http://dx.doi.org/10.1852/c4c.v9i2.19993

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