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O MITO DA MATINTA PERERA DE TAPERAÇU CAMPO E O CONCEITO DE DÁDIVA: APROXIMANDO-SE DE UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO

Fernando Alves da Silva Júnior

Resumo

O plano deste artigo tem por objetivo aproximar as narrativas orais sobre a Matinta Perera da comunidade bragantina de Taperaçu Campo ao
conceito de dádiva de Marcel Mauss (2003), considerando a pesquisa desenvolvida nessa localidade no decorrer dos anos de 2012 e 2013.
Para tanto, utilizaremos os conceitos de Mauss de que há nas relações sociais a tripla obrigação: a de dar, de receber e de retribuir, além disso, aproximaremos essa observação à oferta que se faz a Matinta que, via de regra, são o tabaco, o café ou o peixe. O procedimento metodológico
está pautado nas pesquisas de campo para o registro das narrativas que perpassaram pela gravação com alguns moradores e, consequentemente,
a transcrição dos textos orais que, por fim, foram comparados à teoria da dádiva de Mauss. Preliminarmente, concluiu-se que a abnegação dos
moradores locais em oferecer a essa divindade amazônica, de um lado, sugere uma ação altruísta e, por outro, corresponde a uma ação egoísta,
já que eles dão (tabaco, café etc), pensando em receber (acalanto, não agouro etc.). A importância deste trabalho para os estudos antropológicos
está na aproximação da crendice popular, calcada na expressão da literatura popular, e da sociologia-antropologia, como outra forma de
abordar e cotejar as narrativas orais bragantinas.

Palavras-chave: Dádiva, Matinta Perera, narrativas orais, Taperaçu Campo


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/amazonica.v6i2.1878



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