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O Movimento Indígena no Baixo Tapajós: etnogênese, território, Estado e conflito

Rodrigo Correa Peixoto, Karl Arenz, Kércia Figueiredo

Resumo

O movimento indígena reivindicando identidade e território iniciou-se em 1998, na Flona Tapajós, com uma comunidade declarando-se Munduruku. Logo outras comunidades nos rios Tapajós, Arapiúns e Maró se assumiram indígenas e o movimento cresceu, e não apenas em virtude dos direitos dos povos indígenas, respaldados por legislações internacionais e pela Constituição de 1988, em um quadro de insuficiência de serviços públicos para as comunidades caboclas. Concorre também o desejo de pertencer a um povo, a um lugar e a uma luta. A etnogênese que se verifica no Baixo Tapajós está em sintonia com processos de retomada de tradições por grupos étnicos, então considerados aculturados ou extintos, em vários lugares do Brasil e América Latina. No Baixo Tapajós se assenta uma questão políticarelevante, com os indígenas significando um obstáculo aos negócios


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DOI: http://dx.doi.org/10.5801/ncn.v15i2.719

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Print ISSN: 1516-6481 – Eletrônica ISSN: 2179-7536