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Índios do “Vale Europeu”. Justiça ambiental e território no Sul do Brasil

Luciano Félix Florit, Lilian Blanck de Oliveira, Reinaldo Matias Fleuri, Rodrigo Wartha

Resumo

Neste artigo analisamos o processo de territorialização do estado de Santa Catarina, enfatizando nas operações de regionalização e nos processos de constituição de identidades étnicas, os quais, combinados, resultam num processo sui generis de construção de identidades regionais. Este processo produziu efeitos habitualmente não reconhecidos pelos discursos oficiais, como segregação territorial e invisibilidade de comunidades indígenas. Sustenta-se que estes efeitos ainda persistem no presente sendo também causa de inequidades ambientais e de exposição desproporcional a desastres por parte da comunidade XoklengLaklãnõ. A análise é apoiada num relato histórico do processo de colonização e numa análise sociológica do processo de reificação regional pela qual o território analisado passa a ser visto como um “Vale Europeu”. Conclui-se que uma concepção decente de sustentabilidade para a região passa por um reconhecimento deste problema de injustiça ambiental que requer de uma atitude decolonizadora apoiada no reconhecimento intercultural.


Palavras-chave

Justiça Ambiental, Territorialização, Vale Europeu, Xokleng Laklãnõ, Decolonização.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5801/ncn.v19i2.2478

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Print ISSN: 1516-6481 – Eletrônica ISSN: 2179-7536