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Programas de transferência de renda em duas Unidades de Conservação na Amazônia brasileira e Sustentabilidade

Deborah de Magalhães Lima, Nelissa Peralta

Resumo

O artigo examina o impacto de benefícios na economia doméstica das duas primeiras RDS do Amazonas – Mamirauá e Amanã. Na amostra de 920 domicílios, em 2010, a renda média mensal foi de 1,5 salários mínimos e R$ 148,00 per capita. A distribuição da renda se mostrou uniforme (Gini=0,075), com diferenciação econômica ligada ao ciclo de desenvolvimento doméstico – famílias abaixo da linha da pobreza são maiores e têm chefes mais jovens. A contribuição dos benefícios chega a 44% da renda e alcança 87% dos domicílios. A venda da produção – referência de campesinidade – contribui com 37% da renda total, mas em valores absolutos é maior entre os que recebem benefícios, sugerindo que criam condições favoráveis para a produção. Os benefícios ajudam a elevar o padrão de consumo em 30% e aumentam a compra de bens domésticos (70%); significam maiores oportunidades de acesso à educação e saúde, por meio do usufruto de bens e serviços disponíveis nas cidades. Nas Reservas de Uso Sustentável os benefícios contribuem com o compromisso de melhoria das condições de vida. Apesar desse aporte, o padrão de renda se mantém baixo e 62% das famílias tiveram renda per capita abaixo do estabelecido como linha de pobreza.


Palavras-chave

Bolsa Família, políticas de transferência de renda, Amazônia, Reservas de Uso Sustentável, Economia Doméstica.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5801/ncn.v19i2.2379


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Print ISSN: 1516-6481 – Eletrônica ISSN: 2179-7536