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Perfil epidemiológico de zoonoses nos municípios afetados diretamente pela Usina Hidrelétrica Estreito (MA)

Helierson Gomes, Andrielly Gomes De Jesus, Nelson Jorge da Silva JR

Resumo

Diante das constantes ações antrópicas resultando em desequilíbrios nos mais diversos segmentos como: ambiental, social e de saúde pública realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar o impacto da construção da UHE Estreito na incidência de zoonoses nos municípios de Carolina e Estreito (MA). Metodologia: obtenção das médias de incidência no período que compreende a fase pré-implantação da usina (2001-2005), fase durante a implantação (2006-2010) e fase pós-implantação (2011-2012), enfatizando as zoonoses de importância epidemiológicas na região como é o caso da Dengue, leishmaniose tegumentar e visceral, Doença de Chagas, febre amarela e malária. Resultados: A dengue com 907 casos foi a morbidade com maior prevalência sendo a fase durante a construção da UHE a com a maior incidência 1,75% na cidade de Carolina e 1,59% em Estreito, seguido da leishmaniose tegumentar americana com 175 casos notificados, também apresentando maior incidência no período durante as obras 0,39% em Carolina e 0,47% em Estreito na fase que antecede os inicios das obras. Já a leishmaniose visceral com 91 casos notificados, apresentou maior incidência no município de Carolina no período durante as obras com 0,27% seguido de Estreito com 0,16% na fase após o enchimento total do lago. A Doença de Chagas, febre amarela e malária não apresentaram casos notificados na região de estudo. Conclusão: Os dados obtidos nesse estudo não sugerem a interferência direta entre a construção da UHE e alterações epidemiológicas consideráveis das morbidades estudadas, sugerindo a realização de mais estudos após o período de enchimento do lago.


Palavras-chave

Hidrelétricas; Saúde Pública; Epidemiologia; Zoonoses.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5801/ncn.v17i2.1643

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Print ISSN: 1516-6481 – Eletrônica ISSN: 2179-7536